A vida no Pós Pandemia Covid-19!

Como está sua vida nessa pandemia? Pode ser que não mudou muita coisa, quem sabe você continua trabalhando e tendo que fazer o mesmo trajeto todos os dias.

Mas pode ser que você perdeu emprego, teve jornada reduzida e o futuro do seu dinheiro esteja lhe tirando o sono e a paz.

Você pode ser um daqueles pais que estão com os filhos em casa 24 horas por dia, tendo que mantê-los nas aulas virtuais, trabalhar e manter a sanidade mental.

Quem sabe sua vida virou só tédio. Trabalha de casa, mora sozinho ou com alguém e não aguenta mais viver trancado.

São Paulo, 6:45 de uma manhã!

Você pode ser alguém que esteja enfrentando a própria Covid-19 ou sofrendo com a perda de alguém que você ama para esse vírus.

A verdade é que todo mundo sofre com o atual cenário e sofrimento não é algo que se coloca em uma métrica para apontar quem sofre mais ou menos. Porém, cabe a responsabilidade de entendermos quem tem mais recursos, sejam subjetivos ou financeiros, de lidar com a angústia do amanhã. A esse entendimento damos o nome de empatia. Faz bem para o outro e a você.

O Brasil já se prepara ao retorno da vida “normal”. Ou para um “novo normal”. Não sabemos dizer. Mas não nos iludamos: o “antigo normal” tem tudo para retornar: o aglomero de pessoas em shoppings e comércios mundo afora após uma pequena reabertura aponta que pouco irá mudar quando o quesito é consumo.

Então o que realmente vai ficar da pandemia? Principalmente em nossa saúde emocional? Arrisco uns palpites.

Para aqueles que entenderam a gravidade da situação e o descaso político-econômico no Brasil, a indignação e revolta irão calejar por muito tempo. No meio de tudo isso que vivemos, uma coisa ficou clara: não cabe ficar ruminando as lamentações diárias que nós brasileiros temos com a tal pátria amada. A pandemia escancarou que a contribuição de cada um vai ser fundamental. Precisamos, mais do que nunca, de muito estudo sobre a história do país do samba, precisamos parar com os comportamentos nocivos que alastram preconceito e ignorância e, principalmente, precisamos entender que a desigualdade social deixou a Covid-19 mais letal para determinadas parcelas da população. Por conta disso é que a participação de cada cidadão na vida política das cidades se tornará ainda mais necessária.

Já para aqueles que tiveram a oportunidade de apreciar o tédio, acredito que teve muita reflexão! De voltar sua vida para as coisas que são mais importantes. Acho que ficou claro que a vida é como um sopro, que do amanhã não sabemos nada. Então trabalhar muito e acumular demais de nada nos levará a aproveitar o que temos de maior valor: a vida!

E para quem tem filhos? Férias tem novo significado, não é mesmo? Acredito que o retorno às aulas será um descanso para a alma de muitos! E está tudo bem! Mas não se esqueçam de tudo aquilo que vocês sentiram falta durante a pandemia e façam um movimento de valorização: valorizar os professores e o tempo de brincar com os filhos e reconhecer que aprendizagem virtual é só para alguns e não para maioria!

Para aqueles que perderam alguém: é tempo de chorar, lamentar e deixar sentir tudo que for necessário para elaborar a perda. Não tenha pressa em superar o luto. Não existe prazo para isso! Busque um ombro para chorar ou ajuda de alguém para atravessar essa fase. Não passe por isso sozinho!

É importante lembrar que a vida econômica voltará ao “normal”, mas o vírus ainda estará entre nós e, portanto, continuamos desprotegidos. Então, não se esqueçam: não está tudo tranquilo lá fora, não dê seus preciosos ouvidos a vozes que subestimam os efeitos da Covid-19. Proteja-se o máximo que conseguir! O seu mundo não é o mundo de todo mundo. Se você não teve ninguém da família doente, não precisou ser hospitalizado ou não sentiu os sintomas da Covid-19, não quer dizer que não está acontecendo a outras pessoas. O distanciamento social será essencial até uma vacina surgir ou um tratamento eficaz ser descoberto. Não seja essa pessoa ignorante que fomenta a burrice, egocentrismo e o caos. Pessoas que dão vozes para os insensatos, violentos e autoritários geralmente têm um final infeliz: viveram uma vida sem saber o que era a vida: viver cuidando do outro, pois amou a si mesmo!

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